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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Capítulo Final da Novela CORDEL ENCANTADO com participação especial da ABLC


A convite das autoras da novela "Cordel Encantado", da Rede Globo, Thelma Guedes e Duca Rachid, a ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL participou do último capitulo da novela das 18h, exibido na sexta-feira passada, 23. representada na figura de seu presidente Gonçalo Ferreira da Silva e dos  acadêmicos Victor Alvim, Sergival Silva, Josinaldo Mota, Sepalo Campelo e João Batista.Mello. Os poetas  declamaram um resumo da história de amor protagonizada pelos atores Cauã Reymond e Bianca Bin. Também fizeram parte da comitiva da ABLC, Madrinha Mena e Fernando Assumpção.
Em emails trocados depois da exibição do capítulo final, as autoras expressaram seu agradecimento a ABLC e a todos os poetas populares:


" Foi lindo demais! E a presença de vocês muito nos honrou mesmo! Porque foi a maneira de a gente concretizar o nosso amor ao nordeste e a homenagem que quisemos fazer ao povo brasileiro! Espero que vocês tenham gostado! Eu amei!!!! "       Thelma Guedes

" ...Quero agradecer a vocês por terem resistido com bravura e graça, àquele caos das gravações em externa, abrilhantando o final de nossa novela! Vocês fecharam com chave de ouro nosso Cordel!   Duca Rachid 

Para assistir o trecho final em vídeo clique no link abaixo:


http://tvg.globo.com/novelas/cordel-encantado/capitulo/capitulo-que-vai-ao-ar-na-sexta-feira-23-de-setembro.html#cenas/1640322






terça-feira, 6 de setembro de 2011

Encantos do Cordel

No dia 31 de agosto apresentei no Sesi Jacarepaguá, dentro do projeto Poesia no Sesi, o espetáculo "Encantos de Cordel" onde mesclo poemas e músicas de minha autoria com clássicos da música popular brasileira. Abaixo o poema que dá nome ao show e algumas fotos registradas por Dani Monteiro.

ENCANTOS DO CORDEL
Autor: Victor Lobisomem

Meu cordel tem encanto e tem magia
Vem do povo a minha inspiração
Que brota feito semente no chão
Ou então das nuvens da fantasia
Que derramam uma chuva de poesia
Me inundando de criatividade
E me fazem voar com liberdade
Nas asas de um pavão misterioso
Ver o mundo de um jeito mais formoso
Poder ir aonde sinto vontade

Vou a feira e a universidade
No asfalto e nos becos da favela
Na escola de samba e na novela
No sertão, na roça e na cidade
Nas mansões da alta sociedade
E também junto ao povo da rua
Comentando a verdade nua e crua
Ou contando histórias inventadas
De dragões e princesas encantadas
Ou do Santo Guerreiro lá na lua


Com meus versos eu posso viajar
Pras estrelas ou pra São Saruê
Com João Grilo e o Saci Pererê
Num cavalo alado eu montar
Passear galopando a beira mar
E encontrar a Donzela Teodora
Com Canção de Fogo e o Caipora
Lampião junto a Antonio Silvino
O cordel vem traçando o meu destino
Me levando pelo infinito afora


Nem tudo é romance e aventura
Na vida de um poeta popular
Há pelejas difíceis de enfrentar
Pra honrar a nossa literatura
Pra seguir nessa estrada da cultura
Fui no inferno e ainda bebo fel
Mas com fé um dia eu chego ao céu
Por enquanto na arte eu mergulho
E hoje posso dizer com muito orgulho
Sou mais um dos poetas do cordel.

 Alan Rocha - Violão e cavaquinho
 Cacá Franklin - Percussão
 Victor Alvim - Voz e berimbau
 Luciano Oliveira - Acordeon
 Igor Stuart - Zabumba e surdo
 Marcia Guzzo - Voz




domingo, 4 de setembro de 2011

Cordel no Museu de Favela do Cantagalo



Na  tarde de sábado, 03 de setembro, estive no morro do Cantagalo na inauguração do terraço cultural do Museu de Favela. Entre as apresentações musicais de "Os Companheiros" e Ernani Marones, declamei o cordel de minha autoria " A CHEGADA DE BEZERRA DA SILVA NO CÉU" em homenagem ao sambista e artista popular que morou na comunidade e levava seu nome em muitos sambas que interpretava.
No terraço do MUF, observando a paisagem natural do Rio de Janeiro e a movimentação do morro, me veio a inspiração para fazer esta pequena homenagem que terminei de escrever agora, domingo de manhã:

MUSEU DE FAVELA
Autor: Victor Alvim "Lobisomem"
Bem do alto do morro eu posso ver
A mais viva galeria de arte
A natureza está por toda parte
E é moldura que faz engrandecer
A beleza do povo e seu viver
Contemplando uma bela exposição
Entre o céu e a sua imensidão
O horizonte riscando sobre o mar
Que reflete o sol quente a brilhar
Ou a lua em meio a escuridão

Lá no alto o vôo da passarada
E o Cristo Redentor no Corcovado
Vejo o Arpoador do outro lado
E embaixo o campinho da pelada
A algazarra de toda a criançada
E as pipas dançando pelo ar
Parecendo que podem escutar
Os acordes de um samba no quintal
E as roupas balançando no varal
No batuque também querem sambar


A favela é a nossa galeria
Nosso povo a mais bela obra prima
Que avistamos melhor aqui de cima
E entre beco, ladeira e escadaria
Cada laje é suor e alegria
Todo dia uma luta, uma vitória
E todo morador tem na memória
Um museu e por isso é que eu falo
No Museu de Favela, o Cantagalo
É que escreve a sua própria história



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Show ENCANTOS DO CORDEL no Sesi Jacarepaguá


Prezados amigos:

Na próxima quarta feira, 31 de agosto as 20 horas, estarei apresentando no SESI JACAREPAGUÁ o show "ENCANTOS DE CORDEL " onde mesclo poemas e músicas de minha autoria e clássicos de Luiz Gonzaga, Paulo Cesar Pinheiro, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, Alceu Valença e outros.
O espetáculo aborda os temas da LITERATURA DE CORDEL, CAPOEIRA, SAMBA, FORRÓ, CANGAÇO e toda a CULTURA POPULAR BRASILEIRA em geral.
Aguardo a presença de todos vocês, seus amigos e familiares.

ENCANTOS DO CORDEL
QUARTA FEIRA - 31/Agosto/2011
20 horas
SESI JACAREPAGUÁ
Rua Geremário Dantas, 940 - Freguesia - Jacarepagúa
Entrada Franca

Victor Alvim - Voz
Márcia Guzzo - Voz
Alan Rocha - Cavaquinho/violão
Igor Stuart - Zabumba/surdo
Cacá Franklin - Triangulo/pandeiro
Nandinho do Acordeon - Acordeon


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Samba no Salgueiro

A convite do compositor Dudu Botelho, escrevi uma estrofe em sextilha para ser o alusivo (uma espécie de introdução) do samba com que ele e seus parceiros irão concorrer no G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro para o carnaval 2012, onde o enredo é o CORDEL BRANCO E ENCARNADO.
Convidei meu amigo George Marley, da feira de São Cristovão, que interpretou meus versos ao som de sua mágica viola:

"Poesia popular
Do nosso chão brasileiro
Inspirando o carnaval
Faz sambar o mundo inteiro
Com o cordel branco e encarnado
Do meu querido Salgueiro"

O renomado intérprete Wantuir veio em seguida quebrando tudo na gravação e é quem vai defender o samba na disputa.

Para conferir na íntegra é só assistir ao vídeo em anexo ou ir a quadra da escola todos os sábados a partir das 22 horas.

Boa sorte a Dudu Botelho, Tiãozinho, Rodrigo Raposo, Anderson Benson e Luiz Pião.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

CAPOEIRA vence no Prêmio da Música Brasileira

"CAPOEIRA DE BESOURO" de Paulo Cesar Pinheiro
no Prêmio da Música Brasileira



A CAPOEIRA se fez presente e vencedora no tradicional e respeitado PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA que em sua 22a edição premiou o cd "CAPOEIRA DE BESOURO" de Paulo Cesar Pinheiro como vencedor das duas categorias a que concorreu: Melhor Álbum Regional e Melhor Projeto Visual.
A cerimônia de premiação aconteceu no último dia 6 de julho no Teatro Municipal do Rio de Janeiro onde Paulo Cesar Pinheiro recebeu os troféus ao lado de Zeca Pagodinho, Monarco, Mauro Diniz, Emílio Santiago, Alcione, Elba Ramalho, Arnaldo Antunes, Lulu Santos, Vanessa da Mata, Roberta Sá, Zezé Di Camargo e Luciano entre outros vencedores das demais categorias.

O cd "CAPOEIRA DE BESOURO" produzido por Luciana Rabello, é uma homenagem a Besouro Mangangá, à capoeira, à Bahia, ao Brasil. Nada mais natural e bonito que tenha sido abraçado e apresentado ao mundo através do olhar e das bênçãos de Maria Bethânia - legítima e fiel filha de Santo Amaro da Purificação, que lançou o cd através de seu selo/gravadora QUITANDA.

O cd "CAPOEIRA DE BESOURO" contou com a participação dos capoeiristas Victor Lobisomem e Mestre Camisa que tocaram os berimbaus ao lado dos renomados músicos Maurício Carrilho(violão), Celsinho Silva(pandeiro), Paulino Dias(atabaque e percussão) e Luciana Rabello(cavaquinho).
A carreira de Paulo Cesar Pinheiro teve inicio com Besouro, quando o poeta em parceria com Baden Powell venceu a Bienal do Samba com “Lapinha” - samba imortalizado na voz de Elis Regina, composto sobre refrão recolhido em rodas de capoeira:

“Quando eu morrer me enterrem na Lapinha/Calça-culote, paletó-almofadinha.”

Assim, sem ter idéia da carreira que iniciava e da grandeza do que iria construir na nossa música, Paulo adentrava os portais da música e da poesia, aos 16 anos, conduzido pelas mãos da CAPOEIRA e de Besouro Mangangá.

Em 2006, foi montado o musical “Besouro Cordão de Ouro”. As músicas do cd foram feitas originalmente para esta peça que também Recebeu o Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Música e Direção Musical! E o Besouro continua seu voo.

A comunidade da CAPOEIRA agradece a PAULO CESAR PINHEIRO a oportunidade de levar nossos BERIMBAUS e a música da nossa arte a mais um reconhecimento de nosso valor através do PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA !

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cordel, Capoeira e Samba na TV


Prezados amigos:

Nesta quinta feira, 23/06 feriado as 18 horas será veiculada na TV BRASIL matéria sobre LITERATURA DE CORDEL, CAPOEIRA & SAMBA no programa Estúdio Móvel com apresentaçao de Liliane Reis.

O programa também pode ser assistido ao vivo pela internet no site da TV Brasil:

http://tvbrasil.org.br/webtv/

Forte abraço

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Literatura de Cordel no Carnaval do Salgueiro 2012

Literatura de Cordel no Carnaval do Salgueiro 2012
A tradicional escola de samba Acadêmicos do Salgueiro acertou em cheio ao escolher o tema do seu próximo carnaval.

A vermelha e branca tijucana vai levar para a avenida o enredo "Cordel Branco e Encarnado", de autoria de Renato Lage e Márcia Lage.

A escola pretende unir a arte dos poetas populares do Nordeste com o inconfundível batuque carioca. Sem esquecer das origens do cordel na Europa , que ressurgiu com toda a força no Nordeste em histórias que caíram no gosto popular, como "O Romance do Pavão Misterioso", obra que inspirou os carnavalescos a criarem a logomarca do enredo salgueirense.

A sinopse do enredo foi apresentada aos compositores no dia 14 de junho em reunião na quadra da Rua Silva Teles e surpreendeu a todos por ter sido escrita em forma de poema como um tradicional cordel. Tive a oportunidade de estar presente trocando informações com o carnavalesco Renato Lage, a diretoria cultural e parte da sua talentosa equipe, entre eles Gustavo Mello, Eduardo Pinto, Dudu Azevedo e Luciane Malaquias.

Como poeta popular, cordelista e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel gostaria de parabenizar a Acadêmicos do Salgueiro por escolher um enredo que verdadeiramente aborde uma das maiores riquezas da nossa cultura popular brasileira.
E uma bela parceria está se iniciando entre estas duas academias: a do samba e a da literatura de cordel.
Confiram abaixo a sinopse na íntegra:

Salgueiro 2012
(Cheio de poesia, imaginação e encantamento)

Minha "fia", meu senhor
Deixa eu me apresentar
Sou poeta e meu valor
Vai na avenida passar
Basta imaginação
Um "cadim" de inspiração
Que eu começo a versar

Vou cantar a minha arte
Que nasceu bem lá distante
Num lugar que hoje é parte
Da nossa origem errante
Vim das bandas da Europa
Nas feiras, a boa trova
Era demais importante!

Foi assim que o mar cruzei
Na barca da encantaria
Chegou por aqui um Rei
Com bravura e poesia
Carlos Magno e o os doze pares
Desfilando pelos mares
Da mais real fidalguia

E veio toda a nobreza
Que um dia eu imaginei
Rainha, duque, princesa
E até quem eu não chamei:
Um medonho de um dragão
Irreal assombração
Dessa corte que eu sonhei

Também tem causo famoso
Que nasceu lá no Oriente
De um tal misterioso
Pavão alado imponente
Que cruza o céu de relance
Dois jovens, e um só romance
Vencendo o Conde inclemente

Todas essas histórias
Renasceram no sertão
Onde vive na memória
O eterno Lampião
E não houve um brasileiro
Que de Antônio Conselheiro
Não tivesse informação

Pra viajar no meu verso
É preciso ter "corage"
Vai que um bicho perverso
Surge que nem "visage"?
Nas matas sertão afora
Lobisomem, caipora
Que medo dessas "image"!!

Pra findar esse rebuliço
Rezar é a solução!
Valei-me meu "padim" Ciço!
Vá de retro, tentação!
Nossa Senhora eu não quero
(Tô sendo muito sincero)
Cair nas garras do cão!

E não é que meu santo é forte?
Cheguei ao céu divinal
É tamanha a minha sorte
A minha vitória afinal
É cantar com alegria
Fazer verso todo dia
Na terra do carnaval

Ao ver chegar a tal hora
Da minha "alegre" partida
Saudade, palavra agora
Tem posição garantida
Mas não se avexe meu irmão
Que hoje a coroação
Acontece é na avenida

Pois eles hão de herdar
Todo esse sertão sonhado
Monarcas que vão reinar
Na corte do Sol dourado
Poetas de tradição
Recebam de coração
Um cordel Branco e Encarnado

E agora eu vou sem medo
Fazer festa "de repente"
Vai nascer um samba-enredo
Pra animar toda a gente
Afinal, não sou melhor
Muito menos sou pior
Só um poeta diferente!


Renato Lage, Márcia Lage, Departamento Cultural

Fotos: Vicente Almeida e Gustavo Mello
Saiba mais notícias sobre a literatura de cordel no carnaval do Salgueirono site: www.carnavalesco.com.br

domingo, 8 de maio de 2011

"NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR"

"NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR"


A Universidade Federal de Uberlândia entregou , em 5 de maio de 2011, o diploma de Doutor Honoris Causa a José Tadeu Carneiro Cardoso, o Mestre Camisa.
Em 2003 a UFU também outorgou o título de Doutor Honoris Causa ao Mestre João Pequeno (João Pereira dos Santos),
Mestre João Grande recebeu este título por uma universidade americana e Mestre Bimba pela Universidade Federal da Bahia(Post mortem)
Para homenagear meu mestre e registrar seu reconhecimento como DOUTOR pelos poetas populares da LITERATURA DE CORDEL, escrevi este pequeno poema intitulado “NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR”
Aproveitando para lembrar que eu hoje como membro da ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL, tive como minha primeira publicação o cordel “ MESTRE CAMISA – 50 ANOS DE LUTAS E VITÓRIAS. Obrigado Mestre Camisa !

NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)

Nesse mundo em que vivemos
É difícil imaginar
Por mais que nos esforcemos
É impossível vislumbrar
As surpresas que Deus guarda
Pro futuro revelar

Na década de 50
No interior da Bahia
O povo de Jacobina
Jamais imaginaria
O destino de mais uma
Criança que ali nascia

Dona Edésia sua mãe
Também não imaginava
O futuro de seu filho
Que no ventre carregava
E os caminhos que o destino
Para ele reservava

Nem tampouco seu Lindolfo
Seu pai podia prever
As estradas que seu filho
Viria a percorrer
E a bela história de vida
Que ele iria escrever

Nem Mari-inha a parteira
Não tinha a real noção
Da responsabilidade
E da divina missão
Que ajudava a vir ao mundo
Tão importante varão

Igualmente não sabia
E jamais faria tino
O próprio José Tadeu
Qual seria o seu destino
Pois brincar era a única
Preocupação do menino

Mas brincar é coisa séria
Foi assim na brincadeira
Que o menino Tadeu
Conheceu a capoeira
Dando seus primeiros passos
Pra uma caminhada inteira

Seu irmão Camisa Roxa
Que muito lhe ensinou
Duvido que àquele tempo
Sequer ele imaginou
Que o seu irmão mais novo
Chegaria onde chegou

E nem mesmo o Doutor Bimba
Como todo o seu reinado
Não acredito que ao menos
Houvesse desconfiado
Que aquele aluno menino
Herdasse seu doutorado

Mas a capoeira foi
Uma espécie de semente
Plantada no coração
De uma criança inocente
Encontrando solo fértil
E brotando lentamente

O menino foi crescendo
O tempo ia passando
Junto dele também ia
Sempre lhe acompanhando
O amor a capoeira
Cada vez mais aumentando

Todo tempo que podia
Estava em treinamento
A arte da capoeira
Carregava em sentimento
Pra onde quer que ele fosse
A levava em pensamento

Na fazenda, na escola
E nas horas de lazer
Quanto mais ele aprendia
Mais queria aprender
E os mestres desta arte
Gostava de conhecer

Deus então o colocou
Nas mãos de um professor
Muito mais que especial
Mais que mestre, um doutor
Manoel dos Reis Machado
Seu guia orientador

E a semente capoeira
Plantada no coração
Daquele jovem baiano
Recebeu a proteção
Regada por Mestre Bimba
Junto a sua plantação

Com sol quente ou chuva forte
Brisa mansa ou ventania
Tudo é vontade divina
Como o vento que um dia
Levou o mestre e o menino
Para longe da Bahia
No vestibular da vida

Passou com pouca idade
Agora o mundo seria
Sua universidade
Calouro inexperiente
Novato na faculdade
Estudante dedicado

Muito atento as lições
No trote do preconceito
Passou por humilhações
Sempre de cabeça erguida
Buscou suas soluções

Convivendo entre estudantes
De áreas convencionais
Medicina, arquitetura
E ciências sociais
Entre outras respeitadas
Carreiras profissionais

Foi cercado por pessoas
Com curso superior
Estudava a capoeira
Por ela tinha amor
E decidiu: - Nesta arte
Um dia vou ser doutor!

E em todas as matérias
Gostava de estudar
A história da capoeira
Muitas formas de treinar
Sua musicalidade
Compor, tocar e cantar

Aprendeu a ensinar
E criou seu próprio jeito
Convivendo entre os bambas
Foi tratado com respeito
Procurando agir certo
E fazer tudo bem feito

E o aluno se tornou
Um professor dedicado
Continuou estudando
Sem ficar acomodado
Tornando-se um grande mestre
Cada vez mais respeitado

E o Mestre Camisa hoje
É uma árvore sagrada
Com sua raiz bem forte
Por toda a Terra espalhada
Sua madeira é de lei
Sua sombra abençoada

Que tem galhos muito fortes
E dá frutos aos milhões
Suas folhas se renovam
Por diversas gerações
Suas flores mais bonitas
Se eternizam em canções

Semente que Deus criou
Ele eternizará
O Jardineiro Sagrado
Da árvore cuidará
Na história da capoeira
Meu mestre é um baobá

Em mais de quarenta anos
Estudando sem parar
Todo tempo a enfrentar
Os preconceitos tiranos
Sofrendo com desenganos
Resistindo com vigor
Com fé, trabalho e amor
À cultura brasileira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR



Viajando o mundo inteiro
Divulgando a nossa arte
Ensinando em toda parte
Do Brasil e do estrangeiro
É um orgulho brasileiro
Exaltando o valor
Desse povo sofredor
Honrando a nossa bandeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR


Muitos mestres e doutores
De várias modalidades
Grandes universidades
Solicitam-lhe favores
Enaltecem seus valores
Tratando lhe com louvor
Elogiam seu labor
Por nossa Terra inteira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR


Luiz Gonzaga no baião
No choro foi Pixinguinha
No Candomblé Menininha
No cangaço Lampião
Zumbi contra a escravidão
Pelé como jogador
Tiradentes foi senhor
Da inconfidência mineira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR


Gandhi na sabedoria
Garrincha foi no driblar
Jesus Cristo em perdoar
Castro Alves na poesia
Freud em psicologia
Deus é como o Criador
Grande Otelo como ator
Cartola foi da Mangueira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR


As forças da natureza
Doutoras em perfeição
O mar em imensidão
As florestas em beleza
O céu doutor em grandeza
Em sutileza é a flor
Sol e fogo em calor
Em água é a cachoeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR


Rio de Janeiro, 05 de maio de 2011

Autor: Victor Alvim (Lobisomem)

Fotos: Igor Albuquerque

terça-feira, 26 de abril de 2011

SÃO JORGE NO MUSEU DO FOLCLORE COM SAMBA


Prezados amigos:



Estarei participando da inauguração da exposição "As muitas faces de Jorge", no próximo dia 28, quinta-feira, às 18 horas, na Galeria Mestre Vitalino do Museu de Folclore Edison Carneiro na Rua do Catete, 179 ( Em frente ao metrõ Catete)

Estaremos realizando uma breve roda de samba até as 20 horas. A entrada é franca.



Apareçam! SALVE JORGE !

segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Sentimento Cangaceiro"








SENTIMENTO CANGACEIRO

Autor: Victor “Lobisomem”

Corre em mim um sangue de CANGACEIRO
E carrego um brilho de LAMPIÃO
Que reflete no aço de um facão
Meu espírito forte e guerreiro
Tenho DEUS como sagrado coiteiro
Pra enfrentar as volantes da maldade
Mentira, traição e falsidade
Me trouxeram angústia e rebeldia
Quando vejo injustiça e covardia
Me desperta a impulsividade

Meu instinto animal se faz presente
Ferindo muito mais do que um punhal
Mas procuro guardar em meu bornal
Alegria e bondade simplesmente
Pontear a viola do repente
Com estrofes de amor e esperança
Pra cantar o xaxado da bonança
E encontrar minha Maria Bonita
Pois a estrada da vida é infinita
E nela cangaceiro não descansa

Trago no peito a minha cartucheira
De carinho e amor bem carregada
Para quando encontrar a minha amada
Minha Maria Bonita cangaceira
Vou fazer rainha a mulher rendeira
E viver nossa vida a namorar
Só a ela que eu vou desejar
De respeito entre nós seremos ricos
E perder a cabeça em nossa Angicos
Só se for de prazer ao te amar.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CANDEIA - LUZ QUE CLAREIA NO SAMBA



Amigos:

Na próxima quarta feira dia 13/04 (depois de amanhã) as 20 h no SESI DE Jacarépaguá, estarei participando do show em HOMENAGEM A CANDEIA com o músico e ator Alan Rocha que é cavaquinista, cantor e diretor musical da premiada Orquestra Popular Céu na Terra, Estaremos apresentando o show
LUZ QUE CLAREIA NO SAMBA em homenagem ao compositor portelense Candeia no Projeto Poesia no SESI. Alan Rocha cantará e recitará obras do mestre como O Mar Serenou, Preciso Me encontrar e PIntura sem arte.
ENTRADA FRANCA !
Levem os amigos e alunos.

Alan Rocha - cavaquinho e voz
Anderson Vilmar - percussão
Bianca Leão - voz
Diego Terra - sopros
Gabriela Buarque - voz
Julião Pinheiro - violão
Marcus Thadeu - percussão
Victor Lobisomem - percussão