sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Show ENCANTOS DO CORDEL no Sesi Jacarepaguá
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Samba no Salgueiro
Convidei meu amigo George Marley, da feira de São Cristovão, que interpretou meus versos ao som de sua mágica viola:
"Poesia popular
Do nosso chão brasileiro
Inspirando o carnaval
Faz sambar o mundo inteiro
Com o cordel branco e encarnado
Do meu querido Salgueiro"
O renomado intérprete Wantuir veio em seguida quebrando tudo na gravação e é quem vai defender o samba na disputa.
Para conferir na íntegra é só assistir ao vídeo em anexo ou ir a quadra da escola todos os sábados a partir das 22 horas.
Boa sorte a Dudu Botelho, Tiãozinho, Rodrigo Raposo, Anderson Benson e Luiz Pião.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
CAPOEIRA vence no Prêmio da Música Brasileira

A CAPOEIRA se fez presente e vencedora no tradicional e respeitado PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA que em sua 22a edição premiou o cd "CAPOEIRA DE BESOURO" de Paulo Cesar Pinheiro como vencedor das duas categorias a que concorreu: Melhor Álbum Regional e Melhor Projeto Visual.
A cerimônia de premiação aconteceu no último dia 6 de julho no Teatro Municipal do Rio de Janeiro onde Paulo Cesar Pinheiro recebeu os troféus ao lado de Zeca Pagodinho, Monarco, Mauro Diniz, Emílio Santiago, Alcione, Elba Ramalho, Arnaldo Antunes, Lulu Santos, Vanessa da Mata, Roberta Sá, Zezé Di Camargo e Luciano entre outros vencedores das demais categorias.
O cd "CAPOEIRA DE BESOURO" produzido por Luciana Rabello, é uma homenagem a Besouro Mangangá, à capoeira, à Bahia, ao Brasil. Nada mais natural e bonito que tenha sido abraçado e apresentado ao mundo através do olhar e das bênçãos de Maria Bethânia - legítima e fiel filha de Santo Amaro da Purificação, que lançou o cd através de seu selo/gravadora QUITANDA.
O cd "CAPOEIRA DE BESOURO" contou com a participação dos capoeiristas Victor Lobisomem e Mestre Camisa que tocaram os berimbaus ao lado dos renomados músicos Maurício Carrilho(violão), Celsinho Silva(pandeiro), Paulino Dias(atabaque e percussão) e Luciana Rabello(cavaquinho).
A carreira de Paulo Cesar Pinheiro teve inicio com Besouro, quando o poeta em parceria com Baden Powell venceu a Bienal do Samba com “Lapinha” - samba imortalizado na voz de Elis Regina, composto sobre refrão recolhido em rodas de capoeira:
“Quando eu morrer me enterrem na Lapinha/Calça-culote, paletó-almofadinha.”
Assim, sem ter idéia da carreira que iniciava e da grandeza do que iria construir na nossa música, Paulo adentrava os portais da música e da poesia, aos 16 anos, conduzido pelas mãos da CAPOEIRA e de Besouro Mangangá.
Em 2006, foi montado o musical “Besouro Cordão de Ouro”. As músicas do cd foram feitas originalmente para esta peça que também Recebeu o Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Música e Direção Musical! E o Besouro continua seu voo.
A comunidade da CAPOEIRA agradece a PAULO CESAR PINHEIRO a oportunidade de levar nossos BERIMBAUS e a música da nossa arte a mais um reconhecimento de nosso valor através do PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA !
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Cordel, Capoeira e Samba na TV
Prezados amigos:
Nesta quinta feira, 23/06 feriado as 18 horas será veiculada na TV BRASIL matéria sobre LITERATURA DE CORDEL, CAPOEIRA & SAMBA no programa Estúdio Móvel com apresentaçao de Liliane Reis.
O programa também pode ser assistido ao vivo pela internet no site da TV Brasil:
http://tvbrasil.org.br/webtv/
Forte abraço
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Literatura de Cordel no Carnaval do Salgueiro 2012
A tradicional escola de samba Acadêmicos do Salgueiro acertou em cheio ao escolher o tema do seu próximo carnaval.
A vermelha e branca tijucana vai levar para a avenida o enredo "Cordel Branco e Encarnado", de autoria de Renato Lage e Márcia Lage.
A escola pretende unir a arte dos poetas populares do Nordeste com o inconfundível batuque carioca. Sem esquecer das origens do cordel na Europa , que ressurgiu com toda a força no Nordeste em histórias que caíram no gosto popular, como "O Romance do Pavão Misterioso", obra que inspirou os carnavalescos a criarem a logomarca do enredo salgueirense.
A sinopse do enredo foi apresentada aos compositores no dia 14 de junho em reunião na quadra da Rua Silva Teles e surpreendeu a todos por ter sido escrita em forma de poema como um tradicional cordel. Tive a oportunidade de estar presente trocando informações com o carnavalesco Renato Lage, a diretoria cultural e parte da sua talentosa equipe, entre eles Gustavo Mello, Eduardo Pinto, Dudu Azevedo e Luciane Malaquias.
Como poeta popular, cordelista e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel gostaria de parabenizar a Acadêmicos do Salgueiro por escolher um enredo que verdadeiramente aborde uma das maiores riquezas da nossa cultura popular brasileira.
E uma bela parceria está se iniciando entre estas duas academias: a do samba e a da literatura de cordel.
Confiram abaixo a sinopse na íntegra:
Salgueiro 2012
(Cheio de poesia, imaginação e encantamento)
Minha "fia", meu senhor
Deixa eu me apresentar
Sou poeta e meu valor
Vai na avenida passar
Basta imaginação
Um "cadim" de inspiração
Que eu começo a versar
Vou cantar a minha arte
Que nasceu bem lá distante
Num lugar que hoje é parte
Da nossa origem errante
Vim das bandas da Europa
Nas feiras, a boa trova
Era demais importante!
Foi assim que o mar cruzei
Na barca da encantaria
Chegou por aqui um Rei
Com bravura e poesia
Carlos Magno e o os doze pares
Desfilando pelos mares
Da mais real fidalguia
E veio toda a nobreza
Que um dia eu imaginei
Rainha, duque, princesa
E até quem eu não chamei:
Um medonho de um dragão
Irreal assombração
Dessa corte que eu sonhei
Também tem causo famoso
Que nasceu lá no Oriente
De um tal misterioso
Pavão alado imponente
Que cruza o céu de relance
Dois jovens, e um só romance
Vencendo o Conde inclemente
Todas essas histórias
Renasceram no sertão
Onde vive na memória
O eterno Lampião
E não houve um brasileiro
Que de Antônio Conselheiro
Não tivesse informação
Pra viajar no meu verso
É preciso ter "corage"
Vai que um bicho perverso
Surge que nem "visage"?
Nas matas sertão afora
Lobisomem, caipora
Que medo dessas "image"!!
Pra findar esse rebuliço
Rezar é a solução!
Valei-me meu "padim" Ciço!
Vá de retro, tentação!
Nossa Senhora eu não quero
(Tô sendo muito sincero)
Cair nas garras do cão!
E não é que meu santo é forte?
Cheguei ao céu divinal
É tamanha a minha sorte
A minha vitória afinal
É cantar com alegria
Fazer verso todo dia
Na terra do carnaval
Ao ver chegar a tal hora
Da minha "alegre" partida
Saudade, palavra agora
Tem posição garantida
Mas não se avexe meu irmão
Que hoje a coroação
Acontece é na avenida
Pois eles hão de herdar
Todo esse sertão sonhado
Monarcas que vão reinar
Na corte do Sol dourado
Poetas de tradição
Recebam de coração
Um cordel Branco e Encarnado
E agora eu vou sem medo
Fazer festa "de repente"
Vai nascer um samba-enredo
Pra animar toda a gente
Afinal, não sou melhor
Muito menos sou pior
Só um poeta diferente!
Renato Lage, Márcia Lage, Departamento Cultural
Fotos: Vicente Almeida e Gustavo Mello
Saiba mais notícias sobre a literatura de cordel no carnaval do Salgueirono site: www.carnavalesco.com.br
domingo, 8 de maio de 2011
"NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR"
A Universidade Federal de Uberlândia entregou , em 5 de maio de 2011, o diploma de Doutor Honoris Causa a José Tadeu Carneiro Cardoso, o Mestre Camisa.
Em 2003 a UFU também outorgou o título de Doutor Honoris Causa ao Mestre João Pequeno (João Pereira dos Santos),
Mestre João Grande recebeu este título por uma universidade americana e Mestre Bimba pela Universidade Federal da Bahia(Post mortem)
Para homenagear meu mestre e registrar seu reconhecimento como DOUTOR pelos poetas populares da LITERATURA DE CORDEL, escrevi este pequeno poema intitulado “NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR”
Aproveitando para lembrar que eu hoje como membro da ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL, tive como minha primeira publicação o cordel “ MESTRE CAMISA – 50 ANOS DE LUTAS E VITÓRIAS. Obrigado Mestre Camisa !
NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)
Nesse mundo em que vivemos
É difícil imaginar
Por mais que nos esforcemos
É impossível vislumbrar
As surpresas que Deus guarda
Pro futuro revelar
Na década de 50
No interior da Bahia
O povo de Jacobina
Jamais imaginaria
O destino de mais uma
Criança que ali nascia
Dona Edésia sua mãe
Também não imaginava
O futuro de seu filho
Que no ventre carregava
E os caminhos que o destino
Para ele reservava
Nem tampouco seu Lindolfo
Seu pai podia prever
As estradas que seu filho
Viria a percorrer
E a bela história de vida
Que ele iria escrever
Nem Mari-inha a parteira
Não tinha a real noção
Da responsabilidade
E da divina missão
Que ajudava a vir ao mundo
Tão importante varão
Igualmente não sabia
E jamais faria tino
O próprio José Tadeu
Qual seria o seu destino
Pois brincar era a única
Preocupação do menino
Mas brincar é coisa séria
Foi assim na brincadeira
Que o menino Tadeu
Conheceu a capoeira
Dando seus primeiros passos
Pra uma caminhada inteira
Seu irmão Camisa Roxa
Que muito lhe ensinou
Duvido que àquele tempo
Sequer ele imaginou
Que o seu irmão mais novo
Chegaria onde chegou
E nem mesmo o Doutor Bimba
Como todo o seu reinado
Não acredito que ao menos
Houvesse desconfiado
Que aquele aluno menino
Herdasse seu doutorado
Mas a capoeira foi
Uma espécie de semente
Plantada no coração
De uma criança inocente
Encontrando solo fértil
E brotando lentamente
O menino foi crescendo
O tempo ia passando
Junto dele também ia
Sempre lhe acompanhando
O amor a capoeira
Cada vez mais aumentando
Todo tempo que podia
Estava em treinamento
A arte da capoeira
Carregava em sentimento
Pra onde quer que ele fosse
A levava em pensamento
Na fazenda, na escola
E nas horas de lazer
Quanto mais ele aprendia
Mais queria aprender
E os mestres desta arte
Gostava de conhecer
Deus então o colocou
Nas mãos de um professor
Muito mais que especial
Mais que mestre, um doutor
Manoel dos Reis Machado
Seu guia orientador
E a semente capoeira
Plantada no coração
Daquele jovem baiano
Recebeu a proteção
Regada por Mestre Bimba
Junto a sua plantação
Com sol quente ou chuva forte
Brisa mansa ou ventania
Tudo é vontade divina
Como o vento que um dia
Levou o mestre e o menino
Para longe da Bahia
No vestibular da vida
Passou com pouca idade
Agora o mundo seria
Sua universidade
Calouro inexperiente
Novato na faculdade
Estudante dedicado
Muito atento as lições
No trote do preconceito
Passou por humilhações
Sempre de cabeça erguida
Buscou suas soluções
Convivendo entre estudantes
De áreas convencionais
Medicina, arquitetura
E ciências sociais
Entre outras respeitadas
Carreiras profissionais
Foi cercado por pessoas
Com curso superior
Estudava a capoeira
Por ela tinha amor
E decidiu: - Nesta arte
Um dia vou ser doutor!
E em todas as matérias
Gostava de estudar
A história da capoeira
Muitas formas de treinar
Sua musicalidade
Compor, tocar e cantar
Aprendeu a ensinar
E criou seu próprio jeito
Convivendo entre os bambas
Foi tratado com respeito
Procurando agir certo
E fazer tudo bem feito
E o aluno se tornou
Um professor dedicado
Continuou estudando
Sem ficar acomodado
Tornando-se um grande mestre
Cada vez mais respeitado
E o Mestre Camisa hoje
É uma árvore sagrada
Com sua raiz bem forte
Por toda a Terra espalhada
Sua madeira é de lei
Sua sombra abençoada
Que tem galhos muito fortes
E dá frutos aos milhões
Suas folhas se renovam
Por diversas gerações
Suas flores mais bonitas
Se eternizam em canções
Semente que Deus criou
Ele eternizará
O Jardineiro Sagrado
Da árvore cuidará
Na história da capoeira
Meu mestre é um baobá
Em mais de quarenta anos
Estudando sem parar
Todo tempo a enfrentar
Os preconceitos tiranos
Sofrendo com desenganos
Resistindo com vigor
Com fé, trabalho e amor
À cultura brasileira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR
Viajando o mundo inteiro
Divulgando a nossa arte
Ensinando em toda parte
Do Brasil e do estrangeiro
É um orgulho brasileiro
Exaltando o valor
Desse povo sofredor
Honrando a nossa bandeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR
Muitos mestres e doutores
De várias modalidades
Grandes universidades
Solicitam-lhe favores
Enaltecem seus valores
Tratando lhe com louvor
Elogiam seu labor
Por nossa Terra inteira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR
Luiz Gonzaga no baião
No choro foi Pixinguinha
No Candomblé Menininha
No cangaço Lampião
Zumbi contra a escravidão
Pelé como jogador
Tiradentes foi senhor
Da inconfidência mineira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR
Gandhi na sabedoria
Garrincha foi no driblar
Jesus Cristo em perdoar
Castro Alves na poesia
Freud em psicologia
Deus é como o Criador
Grande Otelo como ator
Cartola foi da Mangueira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR
As forças da natureza
Doutoras em perfeição
O mar em imensidão
As florestas em beleza
O céu doutor em grandeza
Em sutileza é a flor
Sol e fogo em calor
Em água é a cachoeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR
Rio de Janeiro, 05 de maio de 2011
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)
Fotos: Igor Albuquerque
terça-feira, 26 de abril de 2011
SÃO JORGE NO MUSEU DO FOLCLORE COM SAMBA
Prezados amigos:
Estarei participando da inauguração da exposição "As muitas faces de Jorge", no próximo dia 28, quinta-feira, às 18 horas, na Galeria Mestre Vitalino do Museu de Folclore Edison Carneiro na Rua do Catete, 179 ( Em frente ao metrõ Catete)
Estaremos realizando uma breve roda de samba até as 20 horas. A entrada é franca.
Apareçam! SALVE JORGE !
segunda-feira, 25 de abril de 2011
"Sentimento Cangaceiro"





SENTIMENTO CANGACEIRO
Autor: Victor “Lobisomem”
Corre em mim um sangue de CANGACEIRO
E carrego um brilho de LAMPIÃO
Que reflete no aço de um facão
Meu espírito forte e guerreiro
Tenho DEUS como sagrado coiteiro
Pra enfrentar as volantes da maldade
Mentira, traição e falsidade
Me trouxeram angústia e rebeldia
Quando vejo injustiça e covardia
Me desperta a impulsividade
Meu instinto animal se faz presente
Ferindo muito mais do que um punhal
Mas procuro guardar em meu bornal
Alegria e bondade simplesmente
Pontear a viola do repente
Com estrofes de amor e esperança
Pra cantar o xaxado da bonança
E encontrar minha Maria Bonita
Pois a estrada da vida é infinita
E nela cangaceiro não descansa
Trago no peito a minha cartucheira
De carinho e amor bem carregada
Para quando encontrar a minha amada
Minha Maria Bonita cangaceira
Vou fazer rainha a mulher rendeira
E viver nossa vida a namorar
Só a ela que eu vou desejar
De respeito entre nós seremos ricos
E perder a cabeça em nossa Angicos
Só se for de prazer ao te amar.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
CANDEIA - LUZ QUE CLAREIA NO SAMBA
Amigos:
Na próxima quarta feira dia 13/04 (depois de amanhã) as 20 h no SESI DE Jacarépaguá, estarei participando do show em HOMENAGEM A CANDEIA com o músico e ator Alan Rocha que é cavaquinista, cantor e diretor musical da premiada Orquestra Popular Céu na Terra, Estaremos apresentando o show
LUZ QUE CLAREIA NO SAMBA em homenagem ao compositor portelense Candeia no Projeto Poesia no SESI. Alan Rocha cantará e recitará obras do mestre como O Mar Serenou, Preciso Me encontrar e PIntura sem arte.
ENTRADA FRANCA !
Levem os amigos e alunos.
Alan Rocha - cavaquinho e voz
Anderson Vilmar - percussão
Bianca Leão - voz
Diego Terra - sopros
Gabriela Buarque - voz
Julião Pinheiro - violão
Marcus Thadeu - percussão
Victor Lobisomem - percussão
segunda-feira, 28 de março de 2011
CORAÇÃO AGALOPADO
Sinto dentro do peito uma paixão
que eu tento domar mas não consigo
ela faz o que bem quiser comigo
me botando a galope o coração
eu pareço montar um alazão
indomável, selvagem e bravio
disparado, sem rédeas, bem vadio
galopando por várias direções
eu procuro amansar as emoções
esse é o meu grande desafio
A paixão é um cavalo indomado
que até o cavaleiro experiente
cangaceiro ou vaqueiro mais valente
quando numa paixão está montado
sente o coração agalopado
parecendo até um iniciante
aboiando e tocando seu berrante
certas vezes caindo do cavalo
empolgado não consegue domá-lo
e na poeira tomba ofegante
Mas se o vaqueiro é bom ele levanta
ajeita o gibão e o chapéu
novamente ele monta em seu corcel
com firmeza e fé na Virgem Santa
um aboio bem bonito ele canta
pra curar as feridas e a dor
e o selvagem, chucro galopador
entra na rédea curta do vaqueiro
pois cavalo domado é companheiro
e paixão bem domada vira amor.
sexta-feira, 11 de março de 2011
ERA UMA VEZ UM PLANETA ...


Uma reflexão poética sobre os fenômenos da natureza que vem atingindo todo o planeta Terra. Qual a nossa responsabilidade sobre estes acontecimentos ?
Autor: Victor “Lobisomem”
Era uma vez um planeta
Que por Deus fora criado
Com carinho paciência
Amor, zelo e cuidado
Com muita dedicação
O planeta criação
De “Terra” foi batizado
Flutuando no espaço
E cercado por bilhões
De estrelas cintilantes
Juntas em constelações
E acompanhada da sua
Admiradora lua
Fonte de inspirações
Havia também um sol
O astro rei imponente
Acariciando a Terra
Com seu brilho forte e quente
Iluminando distante
Poderoso sol brilhante
E sua energia ardente
Em volta daquele sol
A Terra rodopiava
Num movimento constante
A lua lhe imitava
Num floreio bem bonito
Girando pelo infinito
Parecia que dançava
No planeta Terra as águas
Como um manto cobriam
Lá do alto das montanhas
Em cachoeiras desciam
Estavam em toda parte
Feito uma obra de arte
E pelos rios corriam
Águas doces percorriam
As florestas viajando
Em busca de encontrar
Quem estava lhes esperando
Os oceanos e mares
E os pássaros pelos ares
Iam lhes acompanhando
Pássaros voam cantando
Sobrevoando os rios
Os mares vão agitando
As águas em corrupios
Ondas beijando a areia
É manhã de maré cheia
Os ventos sopram vadios
O céu azul emoldura
Essa obra colossal
Feita pelas mãos divinas
Em um gesto paternal
Obra de rara beleza
Chamada de natureza
Fenômeno sem igual
Criação mais que perfeita
Majestosa harmonia
E o Grande Deus amoroso
Resolveu criar um dia
Encheu-se de esperança
E à sua semelhança
A raça humana nascia
O homem tinha na Terra
Tudo para viver bem
Água limpa, muitos frutos
E os animais também
A natureza vivia
Lhe servindo noite e dia
Sem cobrar nada a ninguém
Naquele lindo planeta
O tempo ia passando
A raça humana também
Ia se multiplicando
Mas sem a preocupação
Sem cuidado e gratidão
Tudo foi modificando
Nada foi acontecendo
Da noite para o dia
Foi tudo bem devagar
Pouca gente percebia
Mas o homem se esqueceu
De cuidar do que era seu
De preservar a harmonia
Deus bastante preocupado
Tudo fez pra ajudar
Mandava muitos sinais
Pro perigo alertar
Mas o homem nem ligava
Com nada se preocupava
Só fazia devastar
Muitos anos se passaram
Milhares, talvez milhões
E hoje aqui estamos
Cheios de preocupações
Em que mundo nós estamos?
Mas mesmo assim não paramos
Com tantas destruições
Devastamos as florestas
Poluímos nosso ar
O mesmo ar que nós mesmos
Estamos a respirar
Se de nós for depender
Nossa água de beber
Pode até se acabar
Dizem que o ser humano
É um ser racional
Fico eu me perguntando
Como é que um animal
Que se diz inteligente
Destrói o meio ambiente
Seu habitat natural?
Apontamos uns aos outros
Pra responsabilizar
O governo, as indústrias
Quem mais podemos culpar?
Mas nada posso dizer
Sem minha parte eu fazer
Para isso melhorar
Seca, enchente, tsunami
Impacto ambiental
Desequilíbrio ecológico
Aquecimento global
Cadê nossa inteligência
Educação, consciência
De um ser racional?
Nunca é tarde, ainda é tempo
De encontrar a solução
Devemos à natureza
Carinho e gratidão
Me desculpe se incomodo
Mas hoje foi deste modo
Que me veio a inspiração
Deus nos dê mais uma chance
Agora eu lhe dou certeza
Nós vamos cuidar direito
De toda essa beleza
Então pra lavar as almas
Peço uma salva de palmas
Pra nossa Mãe Natureza
FIM
Outubro/2007
Autor: Victor Alvim
* Este cordel foi escrito por sugestão e convite de Cláudio Baltar (Parafina) da Intrépida Trupe para ser apresentado com o espetáculo “ÁGUA DE BEBER” no evento ecológico NEUTRALIZO realizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro em outubro de 2007
quinta-feira, 3 de março de 2011
Exaltação à Nobre Porta Bandeira
Exaltação à Nobre Porta Bandeira
(Autor: Victor Alvim)
Em seu nome ela já traz a NOBREZA
Traz a LUZ e a imensidão do MAR
Pois nasceu destinada a brilhar
Com todo seu talento e beleza
Vem de berço a sua realeza
Desde que era bem pequenininha
Sob as bênçãos de uma grande rainha
A Sereia dos Rios e do Ouro
Abençoa e protege o seu tesouro
A preciosa menina LUCINHA
No destino traz a NOBRE missão
E a enorme responsabilidade
Que ela faz muito bem com majestade
Carregar o sagrado pavilhão
Com as mãos, corpo, alma e coração
Na bandeira da escola querida
Irradiando LUZ pela avenida
Seu desfile é uma obra de arte
É pintura que a porta estandarte
Eterniza no atelier da vida
Desenhando com os pés na passarela
Rodopios como um redemoinho
Deslizando no chão bem de levinho
E riscando no ar sua aquarela
Na Sapucaí ela pinta sua tela
A sua obra prima verdadeira
A moldura é a arquibancada inteira
Aplaudindo de pé a exaltá-la
E eu sonhando em ser o mestre sala
Da LUCINHA NOBRE PORTA BANDEIRA
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
CACIQUE DE RAMOS em CORDEL

Rainha da bateria e diretoria reunida e atenta
Bira Presidente, Beth Carvalho e Victor Lobisomem
Renatinho Partideiro e Bira Presidente
relembrando toda a história do bloco
Bira Presidente sorri com os versos
e se emociona com as lembranças
LITERATURA DE CORDEL CONTA
A TRAJETÓRIA DO BLOCO CACIQUE DE RAMOS
Em 20 de janeiro de 1961 um grupo de jovens de Ramos, Olaria e Bonsucesso, fundava um pequeno bloco sem maiores pretensões. 50 anos depois, este bloco tornou-se um mito do carnaval brasileiro e sua quadra abriga um pagode onde passaram os maiores nomes do samba brasileiro e muitos ali foram revelados. É o Cacique de Ramos, patrimônio cultural do Rio de Janeiro. E pra contar a sua trajetória, o poeta popular Victor Alvim, conhecido também como “Lobisomem”, escreveu sua história no formato da tradicional LITERATURA DE CORDEL.
“Freqüentador da roda de samba do Cacique de Ramos, o autor tinha o rascunho deste cordel guardado há cerca de 5 anos e decidiu continuar a missão de terminar o texto para homenagear o bloco no seu cinqüentenário
“...O Brasil é terra rica
Na arte e na cultura
E tudo que vem do povo
Na sua expressão mais pura
É obra que emociona
Até a alma mais dura
E foi um dos grandes blocos
Que me chamou atenção
Despertou meu interesse
E tocou meu coração
Se tornando para mim
Fonte de inspiração
Um bloco muito animado
E também tradicional
Que arrasta multidões
Fenômeno sem igual
É o Cacique de Ramos
Um dos reis do carnaval...”
Pesquisando em livros, discos, jornais, vídeos e conversando com integrantes novos e antigos da agremiação, Victor reuniu as informações básicas que precisava para escrever. A origem das 3 famílias que fundaram o bloco; a rivalidade com o bloco “Bafo da Onça” do bairro do Catumbi; grandes nomes que passaram pela sua quadra e outros detalhes importantes.
“...E com essas três famílias
De Ramos e Olaria
Um capítulo importante
Do carnaval surgiria
Mas isso naquele tempo
Ninguém imaginaria
As mulheres já queriam
Dos grupos participar
As irmãs e namoradas
Foram reivindicar
Rapidamente atendidas Conquistaram seu lugar
E assim dessa maneira
Um novo bloco nasceu
O “Cacique Boa Boca”
De repente apareceu
Em homenagem aos índios
Esse nome se escolheu
Na década de 60
Começou a sua história
No ano 61
Registrado na memória
O Cacique começou
Sua carreira com glória...”
Conversas com Bira Presidente e Sereno, fundadores do bloco e integrantes do grupo Fundo de Quintal, foram primordiais para esclarecer dúvidas sobre nomes e fatos importantes.
“ ...Na fundação do Cacique
Também temos que lembrar
De Ênio, Mendes e Dida
Everaldo e Alomar
E outras tantas figuras
Que é difícil enumerar...”
Membros da diretoria do Cacique como Tuninho Cabral, Ronaldo Felipe e Renatinho Partideiro, membros da diretoria e apaixonados pelo Cacique foram grandes colaboradores e incentivadores para que o cordelista publicasse o livreto ainda em tempo para as comemorações dos 50 anos do Cacique de Ramos que começam na próxima quinta feira dia 20 de janeiro na sede da Rua Uranos, 1326.
“...O bloco que começou
Somente por diversão
De uma turma de jovens
Sem nenhuma pretensão
Que jamais imaginavam
Que cumpriam uma missão
Que começou no subúrbio
Do velho Rio de Janeiro
Cresceu, ficou conhecido
Por esse Brasil inteiro
Transformando-se num mito
Do carnaval brasileiro
O Cacique é referência
Na música brasileira
Vem gente do Brasil todo
E até de terra estrangeira
Pra conhecer o Cacique
E a sua tamarineira
Desejamos ao Cacique
Um feliz aniversário
Parabéns por sua história
E pelo cinquentário
Vida longa e muito samba
Aguardando o centenário! ...”
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
BESOURO em MADUREIRA






"Besouro Cordão de Ouro" em Madureira !
O bairro de Madureira, zona norte do Rio de Janeiro, é terra do Império Serrano, da Portela, do Jongo da Serrinha, do pagode da Tia Doca, do Mercadão, do viaduto Negrão de Lima, da capela de São José e muito mais.
Na próxima quinta e sexta feira, 25 e 26 de novembro as 20 horas, o SESC MADUREIRA será palco do espetáculo musical BESOURO CORDÃO DE OURO, de Paulo César Pinheiro.
O espetáculo musical Besouro Cordão-de-Ouro, faz homenagem a Manuel Henrique Pereira, o Besouro Cordão-de-Ouro ou Besouro-Mangangá, um dos maiores capoeiristas de todos os tempos da Bahia. O espetáculo mostra, de maneira lúdica, a trajetória, filosofia, prática e música do Besouro - um personagem brasileiro, tão rico e pouco explorado - e conta um pouco da história do Brasil, da nossa formação e legados culturais na música, na dança e no ritual. O musical marca a estreia de Paulo César Pinheiro como dramaturgo e recebeu, em 2008, o Prêmio Shell de Melhor Música.
Com Alan Rocha, Anna Paula Black, Cridemar Aquino, Letícia Soares, Valéria Mona, Iléa Ferraz, Raphael Sil, William de Paula, Wilson Rabelo, Marcelo Capobiango, Maurício Tizumba, Sérgio Pererê , Rômulo "Gabu" e Victor "Lobisomem".
ENTRADA FRANCA - Cheguem cedo!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Maria Bethânia, "Capoeira de Besouro" e Paulo César Pinheiro
Os dois trabalhos estão, portanto, entrelaçados. Mas Pinheiro, ao falar dos CDs, nos quais a religiosidade é latente, defende que não é só isso. "Dizem que coincidências não existem, que as coisas já estão postas e as tramas vão se formando para chegar a elas. Acredito nisso. Mestre Camisa toca berimbau no disco e escreve o texto do encarte sobre os diferentes toques da capoeira. Quando comecei a conversar com o Gringo Cardia sobre a capa, seguindo a ideia de Bethânia de trabalhar como se o CD fosse um cordel, ele me disse que foi capoeirista e que Camisa foi seu mestre".
"Capoeira de Besouro" dialoga com "Amor, Festa e Devoção" ao tratar de um Brasil que Bethânia define como "mais caboclo, mais quieto, mais pensativo".


sábado, 6 de novembro de 2010
Mestre Camisa e Lobisomem gravam com Paulo César Pinheiro no cd "CAPOEIRA DE BESOURO"













Tive a honra, a satisfação e a responsabilidade de ser convidado, ao lado de Mestre Camisa, para participar das gravações do cd "CAPOEIRA DE BESOURO" de Paulo César Pinheiro.
O cd traz todas as músicas do espetáculo "BESOURO CORDÃO DE OURO" e mais algumas inéditas, todas de autoria de Paulo Cesar Pinheiro.
O time de primeira foi composto por:
PAULO CESAR PINHEIRO (voz)
MESTRE CAMISA(berimbau gunga)
VICTOR LOBISOMEM (berimbau viola)
MAURÍCIO CARRILHO (violão)
LUCIANA RABELLO (cavaquinho)
CELSINHO SILVA (pandeiro)
PAULINO DIAS (percussão)
Além do coro com Amélia Rabello, Alan Rocha, Ana Rabello e Leonardo Barbudinho.
Mais um presente de Deus na minha vida e na minha carreira.
Em breve mais informações sobre o cd "CAPOEIRA DE BESOURO"
Forte abraço a todos"

















