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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Um cordel para CARTOLA DA MANGUEIRA



No próximo dia 11 de outubro, o grande poeta Angenor de Oliveira, o Cartola da Mangueira completaria 104 anos. Fui convidado para participar no sábado dia 6, do evento da ABADÁ-CAPOEIRA no Centro Cultural que leva seu nome apresentando um pequeno cordel em sua homenagem. Preparei um martelo agalopado, modalidade do cordel onde, as estrofes são de 10 versos de 10 sílabas cada.  Eis meu pequeno tributo ao grande mestre e o vídeo da apresentação:
                                                                                                                                                               
UM MARTELO PRO CARTOLA
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)

Lá no morro desponta a alvorada
Eu levando correndo e olho o céu
Uma nuvem descortinando um véu
Emoldura com sua cor rosada
A Mangueira uma árvore sagrada
Baobá do sambista brasileiro
Seu cenário é o Rio de Janeiro
O sol nasce trazendo um bom dia
Tingindo com as cores da poesia
A estação do seu poeta primeiro

Nestas cores eu busco inspiração
Verde e rosa combinação perfeita
É chegada a hora da colheita
Na Mangueira poesia é tradição
Feito fruta no pé, raiz no chão
Neste chão que o menino joga bola
Na favela onde tanta coisa rola
Onde mora um povo tão bonito
Neste solo o poeta fez se mito
Neste chão que viveu mestre Cartola

O seu nome Angenor de Oliveira
Veio ao mundo cumprir sua missão
Fazer música com alma e coração
E fundar sua estação primeira
A escola de samba de Mangueira
Onde o mestre Cartola foi reitor
Dedicou sua vida com amor
E a Mangueira hoje é orgulhosa
Deste mito e herói da verde e rosa
O querido Cartola Angenor

Quando o mundo me vem feito um moinho
Triturando meus sonhos e ilusões
Eu começo a lembrar suas canções
E cantar suas músicas sozinho
Eu disfarço e choro um pouquinho
Pro inverno do tempo amenizar
Na verdade o que me faz chorar
É a saudade que o Cartola deixou
E a Mangueira toda também chorou
Quando foi para o céu com Deus cantar

E até mesmo as rosas que não falam
Porém choram sua falta sentindo
Mas quando alguém me ver sorrindo
São sambas de Cartola que me embalam
E o perfume que as rosas exalam
Trazem sua presença e energia
Entre as cordas de aço e a bateria
Da Mangueira sua querida escola
Corro, olho pro céu, vejo Cartola
E meu peito explode de alegria